VOCÊ É A SUA IMAGEM!!

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Quanto mais sei, mas sei que nada sei!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Depressão!! Você já teve?


A depressão é tão natural no ser humano quanto o amor. Isso porque a depressão, a revolta e o sofrimento estão relacionados ao amor às coisas, às pessoas, às situações ou a um ideal. Mas, no fundo, o que realmente estamos amando é a nós mesmos mais do que aos outros, isso porque quando amamos alguém ou algo sempre esperamos um retorno, mesmo inconscientemente. Só que nossa mente disfarça esse egoísmo de várias formas. Quando esse retorno não vem - e uma hora ele não virá - sofremos, e uma das formas de sofrimento é a depressão.
No budismo eziste um ensinamento que poderia resolver certas causas do sofrimento. Então, por que ele não é ensinado nas escolas? Porque o apego é a força motora da sociedade. Seja no trabalho, seja na família. Mas será que o cristianismo, tão difundido no ocidente (e ensinado nas escolas) não poderia resolver? Sim, e o verdadeiro cristianismo (que não é ensinado nas escolas) nos ensina, assim como o budismo, que estamos perdidos correndo atrás de ilusões, deixando o mundo fenomênico nos guiar quando deveria ser a nossa consciência o verdadeiro paradigma moral e social. Mas só o que aprendemos nas escolas é que Jesus morreu para nos salvar. Puxa, será por isso que o tema da Caverna de Platão também é pouco explorado nas escolas e faculdades? Pode apostar que sim.
Então, por que manter esse status que é o sofrer com a depressão, o "mal do século"? Porque o importante é ter sucesso, ganhar dinheiro e ser popular... e sempre existem as drogas para preencher o vazio. Isso mantém a economia em funcionamento, que é o único motivo pelo qual nós, formiguinhas, estamos aqui.
A depressão pode envolver questões genéticas (pais a avós com tendência), psicológicas (idade avançada, fatos traumáticos), sociológicas (pressão da família, da sociedade), hormonais e fisiológicas (menopausa, depressão pós-parto, falta de sono). Mas também pode envolver questões espirituais, como apego e culpa de coisas feitas no passado. É disso que vamos tratar agora.
Todos nós já conhecemos muita gente e já fizemos muitas besteiras (e também coisas boas, claro). Estamos aqui tanto para continuar aprendendo a viver com nossos semelhantes como pra saldar nossas dívidas para com quem ofendemos. Viemos para nos harmonizar com o mundo. Inclusive com os barbeiros no trânsito, coisa que eu acho que nunca conseguirei... Harmonizar-se não quer dizer se tornar um deles, mas conviver pacificamente com eles, apesar deles. Um yogue estará longe da iluminação se algum dia ele não perceber que precisa descer do Himalaia e conviver com a poluição, o trânsito, os aproveitadores, tudo fruto indireto da sua omissão ao isolar-se e não utilizar sabiamente os talentos que a vida lhe deu. Buda fez isso. Jesus, Gandhi, Madre Tereza, Chico Xavier, Sai Baba (Tá certo que não precisamos ser tão abnegados quanto eles, mas foi só pra ilustrar a idéia). O fato é que provavelmente compramos brigas com muita gente vingativa, ou deixamos pessoas em situações espirituais difíceis, ou vários corações partidos para trás, e nossa consciência (em algum nível) clama por resolver essas pendengas. E assim a consciência culpada pode vir a sabotar a nós mesmos, nesta vida, pra compensar algo do passado, seja num aleijão, ou numa situação social, econômica ou sentimental adversa, etc. E a depressão acompanha, como um indicativo da culpa.


Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento acompanha-o, tal como a roda de um carro segue o animal que o puxa.
(Buda)

Pode-se ter a obsessão, onde a pessoa (inconscientemente) se permite ser tomada por culpa, podendo levar a quadros de loucura com internação. Se no passado você desgraçou a vida de uma pessoa, e se hoje você está genuinamente arrependido, geralmente você vai aproveitar uma vida em que você tenha condições materiais para construir e pavimentar uma vida decente para essa pessoa, redimindo assim (em sua consciência) seus erros para com ela, por mais que essa pessoa lhe odeie. Essa pessoa pode ser seu filho, aquele amigo que todo mundo sabe que não presta mas você o ajuda assim mesmo, ou como aquela garota pela qual você é fascinado, que lhe despreza e mesmo assim você não suporta que falem nada de ruim dela (e, se preciso for, você se atira na lama pra ela passar). É tudo uma questão de balanço... Se você foi muito pra um extremo, tende a ir para o outro na tentativa desesperada de compensar. Mas não há nada melhor que o equilíbrio.Mas como ter esse equilíbrio se ainda nos basiamos na mente sética para nos movermos? É preciso que se busque o sentimento,do mesmo amor que de forma egoista nos levou ao apego de situações ou pessoas, pode nos salvar se controlarmos nossas emoções com o disernimento do sentir.No início era o instinto a nos comandar, então a veio a mente poderosa e inteligente para o nosso progresso intelectual, Só que a grande maioria das pessoas ainda não se deu conta que essa mente precisa de um guia,como um funcionário muito competente mas que ainda deve receber as ordens de um superior que é o nosso sentimento.Esse é o grande desafio do século,essa é a hora.Como viver nesse mundo de verdades passadas a nós por nossos pais, mestres, amigos e todos os meios de comunicação avassaladores.Será que tudo que está nos sendo dito, tudo que lemos,ou vimos é a verdade? Ou estão nos enganando? Ou simplesmente nos passam aquilo que aprenderam como verdade sem contestar.Aí vem a confusão e a depressão.Afinal tantas opções e tão pouco tempo para dicernir o certo e errado.A verdade é que precisamos e podemos confiar está dentro de nós,e ela vem em forma de sentimento.Aprender a ouvir a nossa voz interior não vai nos livrar de todos os males, esses fazem parte de nosso aprendizado,mas esteja certo que teremos a capacidade e o equilíbrio para lidar com qualquer situação em nossa vida.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Transei sem camisinha com um soropositivo



A universitária Luana, paulistana de 21 anos, viveu um drama digno de cinema: cedeu à pressão de um garoto que queria transar sem camisinha e no mesmo dia descobriu que ele tinha Aids. "Sabe aquele garoto lindo, alto, forte, que todo mundo paga pau na faculdade? Era ele. Passei meses trocando olhares e investindo para ver se conseguia alguma coisa... Até que ele resolveu me dar bola", contou a estudante.

Luana achava que estava apaixonada. Eles começaram a sair e, em menos de um mês ele a convidou para ir a sua casa. Ela aceitou sem titubear, não via a hora de ficar a sós com ele: "Eu estava já esperando por aquele momento, sabia que ia rolar. No dia, me arrumei toda e estava superempolgada. Tinha certeza que ia ser uma das melhores noites da minha vida".

Quase todas as expectativas de Luana foram correspondidas. Quase. "Na hora H eu perguntei se ele tinha camisinha. Eu não tinha levado, não queria que parecesse que eu estava indo lá para isso. Achei que se eu levasse camisinha ia ficar na cara e eu ia pagar de oferecida" , revelou a garota.

O rapaz disse que não tinha preservativos e insistiu para Luana transar sem camisinha. Como ela tomava anticoncepcional e estava com medo de queimar o filme com o garoto, cedeu à pressão: "Eu tomava pílula. E nunca pensei que aquele 'deus grego' fosse ter alguma doença. Ele me parecia o cara mais perfeito do mundo" . Luana saiu da casa do garoto às 2h da manhã. Assim que chegou a sua casa, por volta das 3h, recebeu uma ligação dele: "Ele só chorava e me pedia desculpas. Eu perguntei o que estava acontecendo, pedi para ele ficar calmo e tal. Foi aí que ele me falou que era soropositivo. No início eu achei que era brincadeira. Mas ele continuou chorando, dizendo que estava arrependido e que não conseguiu evitar aquilo. Eu desliguei o telefone atônita".

Luana passou a noite em claro, desesperada. "Depois de ter pensado em tudo, até em suicídio, eu me lembrei de uma coisa que eu tinha lido em uma revista. Era um coquetel que mulheres que eram estupradas tomavam logo após o contato com o vírus para diminuir o risco de contrair HIV. Logo de manhã já liguei para saber onde isso era possível e me informaram o endereço. Antes da 8h eu estava lá", contou.

Ao chegar ao hospital, ela apresentou seus documentos e teve que contar com a sorte para receber as drogas, já que o SUS não pode fornecer a medicação para pessoas com casos como o dela. "Eu não tinha sido estuprada e nem me picado com sangue de um soropositivo. Eles não tinham por que me dar o coquetel, era contra as regras" . Depois de explicar seu caso para vários enfermeiros, que acharam a situação um absurdo, Luana foi encaminhada para uma consulta com um médico, pela qual teve que esperar cerca de 4 horas.

"Enquanto eu esperava, a toda hora entravam e saíam pacientes com Aids que têm que ir até lá pegar os remédios do coquetel. Alguns pareciam normais, outros eram tão magros, tão fracos, com o rosto tão chupado... Comecei a ficar mais desesperada ainda. Não queria ficar daquele jeito, preferia morrer. Teve uma hora em que eu não me segurei e comecei a chorar muito. Uma mulher que entrava na sala veio até mim, me abraçou e disse para eu não ter medo, a doença não tinha cura, mas o tratamento me deixaria levar uma vida normal. Foi a primeira pessoa que falou comigo como se já fosse certo que eu tinha Aids, foi a pior sensação que eu já tive" , revelou a estudante .

Ao se consultar com o médico, Luana contou sua história com detalhes. Ela se encaixava agora no chamado Grupo vulnerável. "O médico disse que não podia me dar os remédios. Falou que eles nem tinham comprovado a eficácia deles quando o contato era com esperma. As drogas só tinham um resultado certo quando o contato havia sido com sangue infectado, tipo quando médicos se picam com agulhas usadas em pacientes".

Luana não conteve o choro quando o médico negou as drogas: "Eu perguntei para ele se ele queria arruinar a minha vida. Eu estava chorando muito. Acho que ele se comoveu e resolveu me dar, mas disse que era segredo".

Enfim, ela conseguiu o remédio. Apesar de mais aliviada, se assustou com a quantidade de pílulas e com os possíveis efeitos colaterais. Luana tinha que tomar cinco comprimidos por dia, durante trinta dias. "Nos primeiros quinze dias eu estava me achando de ferro, não sentia nenhum mal estar. Depois comecei a sentir dores absurdas no estômago e a vomitar todos os dias. Não tinha mais fome, tinha azia o tempo todo e não conseguia dormir de tanta dor. Mas não desisti do tratamento. O médico disse que quando eu vomitasse o remédio, tinha que tomar de novo. Fiz isso várias vezes", disse Luana.

No meio do tratamento, os pais de Luana descobriram o que havia acontecido. "Minha mãe mexeu na minha bolsa e achou os comprimidos e a receita. Ela chorava desesperadamente. Veio me perguntar o que estava acontecendo. Meu pai surtou. Eles tinham certeza de que eu estava com Aids e estava escondendo. No susto, quase me expulsaram de casa. Ficaram uns três meses sem falar comigo. Isso foi uma das coisas que me deixou mais triste. Acho que se não conseguisse me livrar do vírus, ia acabar cometendo o suicídio, sem brincadeira".

Luana terminou o tratamento e não voltou ao hospital, como o médico havia recomendado. "Lá eu não piso nunca mais, é o lugar mais deprê que conheci na minha vida. Preferi não voltar, não ia agüentar", contou a estudante, que deveria continuar se consultando, mas não teve coragem.

Depois que terminou o tratamento, ela fez o teste de HIV em um laboratório particular e o resultado foi negativo. "Fiz várias vezes de novo depois para ter certeza. Tive sorte. Foi a pior experiência da minha vida, me envergonho de contar. É ridículo alguém ter que passar por isso para aprender a se proteger. Nada substitui a camisinha".

Luana nunca mais teve notícias do garoto com quem saiu naquela noite. "Ele mudou o celular e saiu da faculdade. No começo eu fiquei com raiva dele, pois sei que ele agiu de má fé. Mas depois a minha raiva maior era de mim mesma. O corpo é meu, quem deve zelar por ele sou eu. Se eu não quisesse transar sem camisinha, o que é o certo, nada disso teria acontecido. A culpa foi minha, que permiti aquilo", finalizou a garota.

Coquetel é usado em situações de risco
Tomar o coquetel usado no tratamento da Aids, em casos de suspeita de contaminação pelo vírus, é possível, mas apenas em duas situações: em casos de estupro ou quando há risco de ter havido contágio acidental dentro de um hospital, entre os profissionais de saúde. O caso de Luana foi estranhamente fora do comum.

Foi desenvolvida essa estratégia, como uma forma de tentar livrar do contágio as pessoas expostas a situações de risco. Ao ser confirmado o risco, essas pessoas ficam tomando diariamente o coquetel (formado por inibidores de protease e por AZT), por cerca de trinta dias, como se elas já tivessem a confirmação de que são soropositivas.

"A Secretaria de Saúde libera a medicação, mediante a prova de que a pessoa foi vítima em uma dessas duas situações. As pessoas não podem achar que, na dúvida, qualquer um pode tomar o coquetel", explica o Dr. Paulo Olzon Monteiro da Silva, infectologista e chefe da disciplina de Clínica Médica da Unifesp. "É um tratamento tóxico e não é garantido que vai livrar a pessoa da Aids", completa.

O infectologista lembra, ainda, que a existência do coquetel e a evolução no tratamento não podem ser motivos para que as pessoas deixem de se prevenir. "A Aids limita a vida das pessoas", justifica.

O nome da personagem foi trocado para proteger sua identidade e o nome do hospital foi omitido para a segurança dela.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

HUMORES NO LAR






Voltar à nossa casa é o lugar onde nos recolhemos para conviver em família. Todos nós vamos para casa ao sair do trabalho, da escola. Moramos na nossa casa. Mas existe uma dimensão em nossa casa, poucas vezes observada, porque a casa para onde a gente vai, não é apenas a construção de alvenaria, não é apenas a construção de madeira, não é apenas a construção propriamente dita, mas um outro tipo de elaboração. A nossa casa, aquela dentro da qual a gente se envolve, nós chamamos de lar. Então fazemos uma distinção entre a casa - construção física, seja de que material for, seja o apartamento, seja o que for e o lar.
O lar é o clima, é a convivência que nós forjamos com aqueles que são nossos afetos. Dessa maneira, cada vez que sentimos importância em conviver em família, em estar com os nossos amores, nos tratando bem, nos tratando com esse respeito que perpassa a alegria de viver, que perpassa a harmonia na relação, naturalmente os entreveros, os altibaixos no nosso relacionamento tão naturais e tão comuns nas famílias, mas nós forjamos uma construção vibratória, uma construção energética.
Diria a juventude: Criamos um clima. Para que ali seja realmente um lar.
Muitas vezes nós visitamos casas, construções, ricas, bem postas, confortáveis materialmente, mas em cuja intimidade nos sentimos tão mal, nos sentimos incomodados, irritados, chateados, uma vontade de sair dali.
Não é propriamente pela construção. A construção é tudo que há de melhor, a construção é firme, é forte, é estável, mas é a construção vibratória que nos está chamando a atenção. É a construção energética, é o clima psíquico que se formou ali.
E por que é que se formam esses climas psíquicos? Eles se forjam, eles se formam, eles se estruturam a partir da vivência de todas as pessoas que ali estão. E, naturalmente vale pensar, pessoas que estão ligadas ao corpo físico e as pessoas do espaço.
Porque em nossas casas, no lugar onde nós moramos, contamos com a participação, em nossa vida cotidiana, de seres espirituais. Os irmãos católicos imaginarão os Santos, os irmãos evangélicos dirão que é a presença de Jesus ou do Espírito Santo, os espiritistas dirão que são os Guias Espirituais, os Amigos Espirituais, não importa.
O que importa é que junto à nossa convivência, à nossa relação familiar, existem aqueles que já não estão no corpo, que já não se encontram no corpo. E esses indivíduos desencarnados, falecidos, mas que são vinculados a nós de alguma maneira, somam conosco na construção do lar, do ambiente em que nós respiramos.
Daí, muitas pessoas que vivem em casas muito confortáveis, casas caras, casas ricas, são infelizes, porque o lar não está bem. A casa está bem posta mas o lar está sofrendo.
Todas as vezes que vemos pessoas se indispondo dentro de casa, se engalfinhando ou trocando vibrações antagônicas, aqueles processos de antipatia, de irritação recíproca, isso forma uma esfera negativa em torno de nós. Isso cria um clima negativo em torno de nós e faz com que o nosso lar adoeça, embora a casa continue bonita, bem pintada, bem rica, mas a relação entre nós fica fragilizada.
É dessa maneira que percebemos, que precisamos dar bastante ênfase ao lar, à convivência íntima entre nós. Como é que nos relacionamos, como é que nos comportamos?
E, naturalmente a casa, seja rica ou seja pobre, seja um palácio ou seja uma choupana, uma tapera, uma casa de palhas no meio da floresta, ali reinará amor.
Lembro-me de uma construção literária de garoto, musicada por Chico Buarque e Vinícius de Morais, quando ele diz ao cantar Gente humilde, ...e na fachada escrito em cima que é um lar... Então, a casa indicando que quem vive ali, vive feliz porque é um lar.
Um lar então, é o conjunto das pessoas, é aquilo que as pessoas convivem, o que elas dialogam, o que elas conversam, o que elas trocam entre si energeticamente. É isso que forma a constituição do lar, que, repito, não tem nada a ver com a casa simples, formosa, rica, palaciana, não importa.
Daí vale a pena nós pensarmos em construir um lar onde vivamos. Para que isso se dê, será importante nos atenhamos nas relações entre nós.
Será que dentro de casa, do nosso lar, estabelecemos um relacionamento de respeito recíproco ou de grosserias, de gentilezas ou de determinações imperiais? Será que somos do tipo de pessoas que pedimos por favor à empregada?
Sim, Maria por favor. Fulana, por favor, porque isso facilita a aproximação das criaturas e dos seres. Quando tratamos empregados como se eles não merecessem respeito, como é que essas pessoas trabalharão dentro de casa conosco?
Poderão nos temer, mas não gostarão de nós. É muito importante que tenhamos esses cuidados, por causa do campo vibratório que as pessoas aborrecidas criam, que as pessoas alegres também criam.
Se temos uma cozinheira que está chateada conosco, que está aborrecida pela nossa forma de tratá-la, que tipo de energias ela derrama sobre o alimento que vai nos servir? As energias criadas a partir do seu aborrecimento.
Se temos uma babá, uma baby sitter que vai cuidar da nossa criança e se ela estiver aborrecida, e se ela estiver irritada com os patrões, que tipo de energias, que tipo de plasmas, que tipo de fluidos ela passará para nossa criança?
Daí verificamos que a nossa relação no lar estabelece equilíbrio ou desequilíbrio na vida das pessoas. Aprender a agradar a criatura que nos serve, agradar dizendo muito obrigado, por favor, como estava bom, como eu gostei. Agradar lembrando da data do aniversário, ainda que não seja para presentear com coisas, mas dizer: Parabéns, Fulano, hoje é o seu aniversário!
São essas pequenas gentilezas, já esquecidas há tanto tempo, por grande número das criaturas que faz com que a paz, a harmonia se instale dentro de casa, se instale no lar.
De maneira que, faz sentido nós verificarmos a necessidade de construir bênçãos de paz no nosso lar. Quando estivermos nos relacionando com a companheira, com o companheiro, com o esposo, com a esposa, ao lado dessa intimidade que vige entre dois indivíduos que se amam, que se querem, não pode faltar a gentileza.
Antes de que sejamos marido e mulher, pais e filhos, amigos ou colegas de trabalho, somos parte de um todo filhos desse grande Pai,portanto cabe-nos esse respeito que cada pessoa merece de nós.
Por causa disto, nunca esqueçamos de viver da melhor maneira com os indivíduos.
Haverá dias em que estaremos tristes, sem dúvida. Chateados em outros momentos, às vezes chateados com aquelas pessoas que lidam conosco. Mas valerá sempre a pena trabalhar o nosso mundo interior, verificar se as pessoas nos deram motivos pra isso. Verificar se as criaturas merecem esse nosso estado, essa nossa indisposição.
Quando formos nós responsáveis por esse estado ruim, peçamos desculpas. Quando forem as outras pessoas, aprendamos a desculpar. Não é uma tarefa muito simples, compreendemos. Não é um trabalho muito fácil, mas é um trabalho necessário.
Se nós quisermos que a nossa casa seja um lar, que a nossa casa se converta num lar, não poderemos passar recibo às indisposições, aos aborrecimentos, às irritações, pelo contrário, aprenderemos a trazer Deus para nosso relacionamento através da oração e da boa vivência.
Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 100, apresentado por Raul Teixeira.coordenação da Federação Espírita do Paraná.

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